Cotidiano Capella

Um pouco do meu cotidiano

Futuro, breve pensamento sem nexo

Não quero aceitar. Mas todas as decisões que eu tomo influencia diretamente nele. Acordar e escolher qual pé colocar fora da cama, vai mudá-lo. Dar bom dia para um desconhecido na rua vai mudá-lo. São tantas opções que qualquer atitude vai se repercutir de modo eterno.

Existem aqueles, inclusive grande autores de ficção científica, que presumem que é é possível computá-lo e prevê-lo. Mas, discordo plenamente desse pensamento. Não existe como modelar o futuro e saber o que vai acontecer. Ele é incerto, mas determinístico de modo cruel.

É possível prever o futuro? Se eu fizer isso e tomar uma sequência de ações, vou saber o que vai acontecer? Não. Cotidianamente, modelemos a vida e suas situações para poder saber um pouco mais dele. Mas nunca vamos ter um paradigma completo. Pense, computar o futuro exigiria saber de praticamente todos os átomos do universo e saber como eles influenciam no próximo instante. Mas para poder calcular isso seria necessário uma máquina que contivesse mais informação que todos os átomos. No entanto essa máquina deveria estar no sistema e o resultado de sua computação embutida nela mesmo, algo recursivamente impossível.

Por que fazemos planos? Pelo simples fatos de uma exigência social. Queremos muitas coisas e planejamos muito. Eu gosto baa parte do meus dias pensando no que vou fazer no momento seguinte – momento que pode ser no próximo minuto, hora ou ano. No entanto boa parte do que planejo e penso, nem sequer altero minha tônus muscular para cumprir.

Vamos fazer um experimento. Pense em uma caneta, revestida de prata, com pequenos detalhes em madrepérola e com uma pena bem fina. Agora pegue essa caneta e a desenhe com um lápis na folha mais perto que estiver ao seu alcance. Ficou igual ao seu pensamento? Se você for um ótimo desenhista a imagem pode ter ficado parecida, mas não idêntica. Se você for como eu terá uma figura praticamente abstrata.

Suponha que você consiga desenhar lindamente esse caneta e com toda a perfeição. Agora mostre essa caneta para min. Ela será igual a que eu estou pensando? Não. É minha é única e proveniente dos meus pensamentos. Pode ser que elas tenham traços em comum, mas serão diferentes.

O futuro é semelhante à imagem da caneta. Desenhamos ele a todo o momento e sempre é uma imagem distorcida do que sintetizamos em nossa cabeça. Não importa a força de vontade, ele será diferente do que planejamos. E o estranho é que coisas iguais para pessoas diferentes será sintetizado de uma maneira diferente e única.

Por que pensar e planejar se podemos apenas viver? Não sei. Gostaria de poder fazer isso. Enquanto estou escrevendo essa frase, estou pensando na seguinte  e no texto em geral para ele ter algum sentido. Tudo bem que estou tentando praticar o exercício de um fluxo de pensamento momentâneo, mas acho que isso pode confundir o leitor. Não consigo me desvincular do final do texto que já sei o que será.

Quer saber .

 

O menino da cara pintada

Estava na estação Patriarca na zona leste sentado no banco a espera das 19:00 horas. O motivo da minha estadia nesse local não convém ser dito aqui.

Um metro de 6 vagões com sentido a Barra Funda para a minha frente. Nesse momento desce um garoto. Camiseta de time de futebol, chinelos verdes, mãos e cara pintada de prata. Levava consigo um bloco de papéis em sua não, do tamanho de cartas de baralho. Tinha um título nesse bloco e seguido de um texto em letras miúdas, tudo disposto em paisagem.

Inicialmente recolho meu celular com medo que ele aprontasse alguma comigo. Ele senta ao meu lado. Como todo o paulistano de classe média, automaticamente me surge a certeza que um pedido de esmola seria efetuado. Viro minha cara para fugir dessa situação.

Vale ressaltar que eram quatro bancos, eu estava no número 2 e o restante estava vazio. Ele fez questão de sentar no 3 e não no 4. Porque será que não manteve distância?

Estava curioso para saber o que estava escrito no papel. Acho que as olhadas laterais o motivou a falar.

– lá em Itaquera está chovendo – disse o menino.
– ‎Realmente, deve estar caindo um pé d’água.
– ‎Quê? – me olha com uma cara de dívida, como se não entendesse a expressão.
– Os trens estão molhados, então deve estar chovendo bastante para lá.
– ‎Como pode chover lá e não aqui?
– ‎Não sei – a primeiro momento quis me esquivar de uma longa explicação. No segundo, percebi que ele não tinha conhecimentos básicos sobre a chuva. Senti pena. Um trem chegou.
– ‎ Tchau – ele disse. Levantando e entrando no último vagão do trem.
– ‎Falou – respondi.

Depois disso ele viu que o último vagão tinha pouca gente e resolveu correr para o penúltimo antes das portas fecharam. Nesse tempo houve uma última troca de olhares.

Era fácil ele vir até mim e pedir dinheiro. Mas percebi que o que ele realmente queria era um pouco de sossego e alguém para conversar. Dinheiro, provavelmente ele irá conseguir com a comoção causada pela sua pouca idade. Mas será que conseguirá descobrir porque em alguns lugares chovem e em outros não?

A perda da capacidade descritiva

Essa semana foi almoçar como uma pessoa. Na conversa ela comentou que tinha recebido dias antes pelo celular fotos de coisas antigas que remetiam sua infância. Para promover a conversa pedi para descrever. Imediatamente a pessoa pegou o celular e mostrou o conteúdo para min. Já acho uma grande falta de educação utilizar celulares quando você está comendo com alguém. Dessa vez relevei.

Assunto vai e vem. Começamos a falar sobre um imóvel que a pessoa tinha visto para alugar. Ela também tirou o celular e mostrou as fotos do imóvel.

Logo depois de guardar o celular a conversamos mais um pouco e a pessoa resolveu tirar novamente o celular para me mostrar algo. Não aguentei e disse: não me interessa ver o seu celular, mas sim falar com você. Descreva o que quer mostrar e pare de usar o celular.

Sei que fui um pouco bruto, mas esse episódio me promoveu uma grande reflexão. Atualmente o acesso a informação está tão disseminado e fácil que não a mais a necessidade do homem descrever as coisas. É muito mais fácil ele pegar o conteúdo já existe e exibir para a pessoa que ele está conversando.

Ao longo dessa semana, tentei perceber se mais pessoas faziam esse tipo de atitude. E descobri e a maioria dos meus amigos e inclusive eu estamos perdendo a capacidade dee descrever coisas. É muito mais fácil saber onde encontrar uma informação do que lembrá-la por completo. Mas será que isso é bom?

Quando observamos um evento ou uma foto estamos tendo acesso ao conteúdo completo, sem nenhuma interpretação e modificação. Ou seja, estamos tendo acesso ao dado verdadeiro. Isso me parece muito interessante e faz as histórias de pescadores sumirem. No entanto quando paramos de descrever algo, paramos também de interpretá-lo. Em outras palavras, não produzimos reflexão sobre o que deixamos de descrever e perdemos a capacidade de dialogar.

Se essa fato já acorre atualmente, onde o acesso a informação ainda não é rápido – questões de conectividade e interface com o usuário dos dispositivos móveis – e universal, como será quando ele for mais rápido. Será que no futuro vamos somente lembrar de links para as informações sem lembrar delas explicitamente? Imagine todas as suas lembranças salvas em um dispositivo onde em somente três pensamentos você consegue recordá-las. Será que ainda teremos a capacidade de reflexão sobre eventos passados. Parece um pouco pessimista o que estou dizendo, mas isso e preocupa.

Quanto mais rápido o acesso a informação, perderemos a capacidade de reflexão. Para sustentar essa afirmação, pense no ensino. Atualmente estudamos e decoramos coisas, que serão utilizadas para elaborar novos pensamentos e reflexões que pessoas nunca tiveram antes. Quanto mais estuda uma pessoas, maior o seus conhecimento e maior acesso a informação. É claro socialmente, que essas pessoas conseguem ter idéias e pensamentos mais elaborados, pois simplesmente pegam suas recordações e fazem uma reflexão sobre a relação entre elas. Agora pense uma sociedade em que o único conhecimento do ser é como chegar a informação. Será que haverá essa reflexão?

O única coisa que digo é: não perca a capacidade de ser humano e agir como um. Não se cientificamente é importante lembrar das coisas, mas para mim me parece. Eu me orgulho quando lembro de algo. É gostoso lembrar e refletir sobre pensamentos antigos.

Na atualidade muita informação é produzida. É normal o sentimento de incapacidade de não conseguir absorver toda essa informação. Mas acho que esse sentimento deve ser relevado e o importante é se ater a poucas coisas e lembrá-las de forma clara.

Bom a única coisa que peço é que quando forem falar comigo não coloquem dispositivos eletrônicos no meio da conversa, descreva o que você pensa e recorda. Não quero falar com um celular e nem saber 100% da verdade, mas sim quero falar com a pessoa que está a minha frente e saber o que ela pensa e interpreta. Deviríamos ser independentes da tecnologia e não fazer com que as nossas lembranças dependam dela.

Sempre fale o que você lembra e descreva quando está conversando com outra pessoa.

 

Aquário do Sentimento Real

Esse texto foi escrito por mim em 13 Junho de 2010. Achei em um HD antigo, espero que aproveitem.

Sentimentos, o que são sentimentos? Se é o que podemos sentir quando somos tocados,  por que sentimos saudades? São perguntas muito difíceis de serem respondidas, nenhuma explicação científica pode explicar realmente o que é isso, mas é essa coisa que faz um motivo para a nossa existência.

Não sentimos a realidade mas podemos sentir os efeitos delas, principalmente quando recebemos suas chicotadas no dia-a-dia. É difícil acreditar que nesse exato momento eu estou sentado em minha cadeira escrevendo e existem pessoas em todo o mundo sendo subornadas e morta por tiros impiedosos. Podemos aceitar a realidade, mas dificilmente queremos, pois ela não é somente formada palavras e fotos, são sentimentos profundos que mexem com a nossa existência. Você já se fez a pergunta qual é a diferença de um papel rabiscado por uma criança e um quadro rabiscado por um artista? Aposto que sim e chegou a conclusão que a única diferenço entre os dois são os sentimentos que cada um carrega.

Os hormônios: endorfina, prolactina, ocitocina… Eles não respondem a respondem a todas as perguntas. Cientistas do mundo inteiro tentam explicar a nossa existência através da lógica e nunca conseguiram. Quando estamos em um teatro e ouvimos uma musica e choramos não significa que ficamos cheios de ocitocina, significa que apenas sentimos.

Quando falo disso tenho vontade de parar de escrever e sair de casa para tentar mudar a angustia sentimental que sinto em relação ao mundo. Pode ter certeza, se eu sair daqui e for fazer outra coisa nesse exato momento não vou ter atitudes que mudarão o mundo. Somente de pensar o quanto é difícil sair de minha residência, atravessar a rua o frio e pedir para meu fizinho apagar a luz do jardim que esta desperdiçando energia, me sinto incapacitado. Pensar é uma coisa muito diferente do que fazer, pensar e não fazer é temer a realidade.

Estou sozinho? Queria saber se sou o único que me sinto uma bolinha no meio do universo: não sei da onde vim; não sei meu futuro; não sei o que a minha espécie sabe; quanto mais sei, menos sei; tenho muitos amigos mas estou só. Tudo existe para concretizar o nada. O nunca é a formação do sentido, a saudades é o nunca. Sempre penso se existe uma diferença relativa sobre a morte e o estar longe de uma pessoa, pois os dois representam o mesmo. Uma angustia interminável me preenche quando vejo acidentes em uma estrada ou quando vejo uma pessoa igual a mim dormindo sobre o breu da noite em uma rua fria e úmida, mas nada faço. Sou o único culpado ou todos nos somos culpados?

Sempre atinjo a mesma tecla, quando colegas esnobam e ferem uns aos outros, rebaixando a raça humana ainda mais, depois de uma aula de filosofia ou cultura internacional que deveria ter mudado a vida deles como mudou a minha. É preferível que eu caia no mesma cegues da minha raça e pare de sofrer. Tento lutar, sou esmagado e pisado, sou torturado por essa luta todos os dias e por quase todos. Um “obrigado” ou um “por favor” insignificante atualmente tem o poder de podem mudar os sentimentos e o mundo.

O conhecimento e os sentimento se enfrentam diariamente e o equilíbrio dos dois cria os sábios. São cause inexistentes os que podemos considerar sábios nas ultimas décadas. Todos os dias eles estão se tornando uma espécie em extinção. Isso cria o que? Tristeza, ou seja, você pode parar de ler e ser um covarde da realidade, você pode ignorar o que escrevo ou pode sofrer junto comigo.

Muitas vezes sofro quando meu peixinho de aquário morre, porque eu sou um ser sem o conhecimento da sabedoria. Se eu entendesse o jornal diariamente teria muito mais motivos para lamentar todos os dias e saberia que a realidade é muito diferente do meu aquário.

Para gastar o seu tempo com sentimentos, como meu professor fez comigo pedindo para eu escrever esse texto refletindo sobre três obras de artes de origem africana, gostaria de falar que sou um covarde por ter visto e sentido artes (ou sentimentos em física) e ter ficado sentado em minha cadeira escrevendo. O que adianta sentir isso já que não há pessoas com que eu possa compartilhar. Não posso escrever esse texto comentando sobre meus sentimentos relacionados a África, pois a única coisa que eu sei da África é que nela existem conflitos e que nesse ano esta ocorrendo a copa do mundo nela, – felizmente tenho a consciência que a copa esta acontecendo no pais África do Sul, não no “País África” como a maioria das pessoas pensam – com esse conhecimento tão raso como posso sentir a dor de um fotografo ou de um escritor se referendo ao povo desse continente. Quando penso nisso percebo que  sou tão primata que tento não enxergar os meus problemas, mas tento ver os problemas dos outros para pensar que não tenho culpa.

Sentimentos não são ruins nem bons, eles são sentimentos. A morte de um assassino vai provocar alegria, angustia, tristeza e saudades ao mesmo tempo. É semelhante comparar isso ao fato de existirem pessoas que se matam por ter tudo o que querem e existirem outras que desaparecem da mesma maneira por não terem nada. Os oposto resultam no mesmo número.

Para finalizar queria parabenizar os artistas e os que lutam pela existência dos sentimentos. E tenho a dizer que desejo uma boa noite para a realidade e  dou um ola para a minha lareira e para a minha televisão de plasma no meu aquário. O tudo é o nada, que é a existência inexplicável. Boa noite ou bom dia para o seu mundo.

Gabriel Capella

O Idiota

Ontem fui enganado descaradamente duas vezes. A pesar de ser em contexto totalmente destintos, foi prejudicado da mesma maneira e o sentimento o sentimento de revolta floresceu. Infelizmente, em ambos os casos me senti totalmente impossibilitado de tomar alguma atitude para mudar a situação – parte pois não havia o que fazer ou não tive coragem para a mesma.

Essa semana estou trabalhando em um evento que está ocorrendo no teatro do complexo Brasiliana. Normalmente estou cuidando do som ou verificando se todo o mundo que estar no auditório está devidamente identificado. Nessa biblioteca há três funcionários públicos que cuidam dela. Normalmente quando o palestrante está proferindo suas parlaras, eles ficam respectivamente em sua salas e quando há algum problema podemos chamá-los e temos todas a assistência necessária. A contradição já começa nesse ponto, o pessoal do evento que tem que cuidar do áudio e não os funcionários da biblioteca. Realmente não sei qual a função pela qual eles foram contratados, no entanto não faz sentido ter 3 pessoas para prestar assistência e nenhuma trabalhar. Mas vau ser legal e pensar que eles ficam cuidando da parte administrativa e burocrática do auditório (trabalho que ao meu ver poderia ser feito por uma pessoa em 2 horas por dia). Sem falar que eles também contratam um estudante para ser mais um assistente, nesse evento ele estava cuidando do vídeo.

Nessa sexta feira, tinha uma palestra que seria realizada via vídeo conferencia (Skype). A palestra foi um fiasco, pois não conseguíamos ouvir praticamente nada da palestrante remota. Símbolo da péssima conexão com a rede. Isso ocorreu no período da manhã. No período mais tarde, por volta de umas 5 horas, o estudante assistência teve que ir embora. Nesse momento o funcionário mais velho de cabelo branco da biblioteca, o qual não me recordo o nome, veio e sentou com o computador ao meu lado. Eu estava na mesa de som e observei que em seu computador vermelho ele estava simplesmente assistindo televisão. Nesse momento fiquei um pouco bravo, pois não tinha ninguém cuidando da gravação da palestra e ele, funcionário sendo pago, estava simplesmente assistindo sua televisão. Em um certo momento essa pessoa abe um site, para ser mais específico o ThePirateBay.

Não sei se ele chegou a iniciar o download de torrents ou não. Mas cheguei rápido a conclusão que a atitude de assistir vídeos e baixar conteúdo ilegal poderia ser a causa do problema no período da manha. Ou seja, a universidade pública sustentando pessoas que provavelmente não realizam a função que deveriam exercer e que atrapalham o desenvolvimento da universidade. Não sei se a culpa é dele ou de outra pessoa que veria fiscalizar o trabalho desse ser, mas o que eu sei que eu e todos aqueles que contribuem para o estado fomos simplesmente feitos de idiotas.

A revolta se passou e fui para o centro de São Paulo assistir um evento na Sala São Paulo. Saindo do metro na linha quatro me deparo com um estrangeiro falando ele inglês. Segundo o que me disse, ele é canadense e tinha tido um problema ao receber seu dinheiro da Western Union. Ele veio para o Brasil para fazer mestrado em matemática na Universidade de São Paulo e tinha ido ao centro pegar seu dinheiro. Disse também que precisava de 20 reais para passar a noite – acabar de escrever seu livro, tomar um banho e dormir. Em meio a minha conversa com ele, comenta que tinha ido comer no bandejão durante o dia e que tinha amigos no CRUSP.  Fiquei com pena real da pessoa e dei a ele todo o dinheiro que tinha no bolso, 5 reais e algumas moedas. Ele me agradeceu e continuamos conversando. Ele ficou super contente quando disse também estudava na matemática.

Nesse momento senti um pequeno cheiro de bebida. Não sei de provinha dele ou da composição única de odores do centro de São Paulo.

Comentei que tinha um pouco de pressa, pois tenha um compromisso na Sala São Paulo. Nesse momento ele comentou sobre um dia que a algum parente do ex-presidente do estados unidos Bush tinha comparecido a Sala São Paulo para tocar piano. Disse que desconhecia do evento e que estava com pressa. Acabo de averiguar esse fato do oráculo das buscas não encontrei nada a respeito.

Antes da pessoa se despedir perguntei para ele qual era o seu orientador. Falou que ainda estava a procura de um, no entanto como a universidade estava em período de férias. Não conseguiu entrar em contato com nenhum. Também interroguei-lhe a respeito dos seus amigos na unicidade, disse que teria muita vergonha de solicitar auxílio a eles a esse hora da noite e que no CRUSP não haveria espaço para ele dormir.

Um fato importante que esqueci de comunicar é que no início de nessa conversa ele solicitou para que nos saíssemos da porta do metro pois lá havia câmeras. Não sei se isso será relevamento para minhas conclusões posteriores, mas me pareceu muito estranho.

Chegando na Sala, comecei a pensar. Primeiro fato: como ele comeu no bandejão sendo que nem era aluno? Segundo: como ele sabia do evento que tinha ocorrido em São Paulo sendo que ele tinha acabado de chegar? Terceiro: porque tinha medo das câmeras? Quarto: pedir dinheiro na rua não é mais vergonhoso do que pedir auxílio a um amigo? Devido a esses fatos chegue a conclusão que fui feito totalmente de idiota.

Apesar de serem situações destintas, em ambos os casos uma revolta interna surgiu dentro de min. Ajudar o próximo, acredita no funcionalismo público é algo que ainda quero preservar dentro da minha essência. Mas vejo que isso se torna mais difícil quando me deparo com a realidade, sendo assim um idiota.

Produção x Desenvolvimeto

Hoje estava lendo material didático para a faculdade me deparei com a seguinte discussão: a monetização de algo deve ser realizada no desenvolvimento ou na produção. Ou seja, as pessoas devem ser cobradas pelos produtos durante o desenvolvimento ou produção do mesmos?

Sou ligado ao ramo da indústria de roupas desde minha infância. Nela percebi que o processo de desenvolvimento (pilotagem) é essencial para a confecção do produto final. Ou seja, o desenvolvimento de uma nova peça de roupa é raramente cobrado. Muitas vezes até é feito o desenvolvimento posterior ao pedido ou solicitação do mesmo. Por exemplo: produzimos peças e chegamos ao cliente com essas roupas prontas, se eles gostarem podem efetuar o pedido de uma certa quantidade das mesmas.

A maioria da indústria funciona dessa maneira. O preço do desenvolvimento é diluído na produção posteriormente. É claro que se alguem solicita o desenvolvimento de um produto para que seja produzida uma única unidade, todo o custo de desenvolvimento estará atrelado a esse produto.

Note que o desenvolvimento é muito mais relacionado a características intelectuais e a produção a características físicas. Por exemplo, um livro não carece de desenvolvimento depois que ele é publicado. As pessoas compram o papel, que tem atrelado o custo de desenvolvimento diluído mais o custo de produção em seu preço final. Note que o custo de desenvolvimento ele é incidente uma única vez no processo produtivo, já o custo de produção ele é relacionado a cada unidade e é eterno. Veja, se um produto é vendido muitas vezes o custo de desenvolvimento (investimento destinado ao desenvolvimento) pode ser recuperado.

Se pegarmos uma pedreira, ela apresenta o desenvolvimento quando sua metodologia de funcionamento é elaborada. Já sua produção é feita com base na metodologia desenvolvida.

Falei tudo isso para chegar a um ponto interessante: software. Quando escrevemos um programa qual o custo do produto final, normalmente é 100% de desenvolvimento e 0% de produção. Vamos pegar como exemplos jogos para computadores, principalmente os mais antigos, neles pagamos pela licença do jogo ou seja puramente pelo uso do que foi desenvolvido. e não pelo produto. Estamos comprando puramente propriedade intelectual e não produto.

O ponto é que esse tipo de modelo de negócio não é compatível com a realidade. Sendo assim causa tremenda estranheza quando refletimos sobre o assunto.

Ao meu ver, esse metodologia de negócio não é valida, pois pertence a essa realidade dispare. O modo de sanar isso é a criação de software que funcione exatamente como produto. Um pelo exemplo disso, são as licenças mensais utilização de certa plataforma. Criar código e posteriormente vender um produto que o utilize tem os seguintes benefícios: possibilidade de concorrência; criação de novos competidores para o mercado; melhoramento dos softwares existentes; etc.

Note que esse modelo de vender um produto baseado em desenvolvimento pode ser aplicado não somente a software. Um exemplo é o Spotify, ele conseguiu transformar a música (propriedade puramente intelectual, proveniente do desenvolvimento) em um produto de consumo mensal. Eles fornecem um serviço que é o produto deles.

Por ultimo gostaria de enfatizar, que se você ainda tem uma mentalidade fechada e quer ser diferente do modo que as coisas são estabelecidas, eu provavelmente vou ter a maior satisfação de consumir o seu “produto” de maneira ilegal.

Como andar?

Andar parece ser algo muito simples, mas as pessoas conseguem complicar de maneira de maneira surpreendente. Algumas vez você já cruzou uma pessoa de frente e ficou varias vezes tentando desviá-la? Cada vez que você ia para um lado ela seguia-te e vocês ficaram no enrosco durantes uns bons segundos, correto?

Já aconteceu de um ciclista idiota/apresado quase te atropelar? Ou um babaca te ultrapassar pela esquerda enquanto você estava dirigindo? Acredite, a solução para todos esses problemas é a mesma. E não é não é difícil.

Antes de falar a solução quero lembrar algumas coisas. Primeiro: pessoas tem tempo de locomoção destintos, que veriam devido a vontade própria ou mecanismo que elas utilização. Segundo: existem pessoas que possuem prioridade na locomoção, no entanto essa prioridade pode estar explícita (ambulâncias com sirene ligada, pessoas berrando) ou implícitas (pessoa indo para hospital em carro de passeio, aluno atrasado para o prova em ritmo acelerado). Terceiro: quando você realiza a locomoção em qualquer via, seu único objetivo é se locomover, portanto não use celular, não fique parado para ver a paisagem. Quarto: possua um padrão de como lidar com as situações que seja o mesmo das outras pessoas na via.

Essas coisas ou princípios parecem banais e básicos. Mas garanto que quase ninguém os utiliza no dia a dia. Não basta ser um motorista atencioso, mas ser um pedestre desorientado. O quê adianta dar seta e ficar parado no lado esquerdo da escada no metro?

O que quero tratar aqui é sopre o quarto princípio, ou seja, o padrão que devemos utilizar na locomoção. Em países como o Brasil, as pessoas se locomovem no sentido anti-horário, ou seja, quando estamos entrando em uma rotatória ou cruzamento pegamos a direita, não a esquerda. Aqui vou utilizar o padrão brasileiro/americano para exemplificação, mas lembre que se um dia você estiver em um país como o Reino Unido, esses exemplos não são válidos.

Abaixo segui uma lista com o padrão que devemos seguir:

  • Existe alguém na minha direita e esta mais rápido do que eu -> continuo na minha velocidade e vou para a direita assim que possível.
  • Existem alguém na minha direita a mesma velocidade do que eu -> reduzo a minha velocidade, vou para a direita e volto a minha velocidade padrão.
  • Existe alguém a direita mais devagar do que eu -> vou para a direita assim que possível.
  • Não existe ninguém a minha direita -> você está no lugar errado, fazendo o que não deveria fazer. Vá o mais rápido possível para a direita.
  •  Existe alguém na minha frente mais devagar do que eu -> sinalize para a esquerda, vá para esquerda, continue sendo mais rápido que o outro e volte para a direita.
  • Existe alguém na minha frente -> vá para a direita.
  • Há alguém atrás de min mais rápido do que eu -> ou a pista somente tem uma via e você não pode fazer nada, ou você está no lugar errado e deveria estar a direita.

Com essas regras vamos analisar como resolveríamos alguns problemas do cotidiano:

1- Marginais:

Acabei de pegar essa image. Você consegue ver que existe uma maior concentração de carros na faixa da esquerda do que direita? Isso é totalmente irracional, inseguro e contra os princípios descritos aqui. Veja que erra possível todos os carros estarem ocupando somente as duas faixas da direita, mas as pessoas não pensam. Image se uma ambulância precisasse passar nessa avenida, como ela é um veículo de emergência com velocidade superior a todos os veículos da via, ela iria possivelmente estar mais a esquerda do que qualquer outro veículo. Como o tráfego nesse momento está suave, se as pessoas seguissem os meus princípios, ninguém precisaria mudar de faixa. Não seguindo os meus princípios a ambulância ficaria como louca desviando dos carros.

2- Eu de bicicleta e os pedestres:

Se eu estou mais rápido, quando me deparo em um pedestre indo no mesmo sentido do que eu, o ultrapasso pela esquerda – isso seguindo os princípios aqui sugeridos. Na vida real os pedestres estão andando, 30% ficam cambaleando de um lado para o outro, 5% estão parados na via conversando, 40% estão na esquerda ou no meio da via usando o celular e os outros 25% não seguem nenhum padrão de locomoção e tomam um susto quando a bicicleta passa. Parece brincadeira, mas isso é o que acontece.

3- Pessoa em direção oposta se encontrando:

Suponha que quando você encontra uma pessoa você seja aleatório, ou seja, vá com 50% de probabilidade para a direita e 50% para a esquerda. Dessa maneira existem a probabilidade de 50% dos dois decidirem ir para o mesmo lado. Utilizando que para cada tomada de decisão seja gasto em média 1 segundo, saiba que você irá gastar em cada encontro agindo aleatoriamente uma média de 2 segundos! Usando as sugestões descritas acima não há conflito.

Desculpa estar escrevendo esse tipo de coisa, mas parece que é algo que é simples e natural. No entanto ninguém ao meu redor consegue se locomover de maneira racional. Você segue algum padrão quando você anda ou dirige? Se não, utilize o sugerido. Se sim e for diferente do sugerido, me apresente e faça a devida defesa de seu benefício.

Assinando Vivo Fibra

Ter acesso a internet parece algo muito fácil, no entanto descobri que não é o que parece.

A cerca de quatro meses me mudei para a região do Butantã. Por sorte consegui alugar um apartamento próximo a um de um amigo e pude usar a internet dele. Como vocês devem saber, compartilhar internet é uma boa solução para a redução de custos. No entanto meu amigo não aceitou que eu contribuísse com a conta e fiquei utilizando a internet de favor. Infelizmente esse meu amigo se mudou e eu fiquei sem internet.

A primeira tentativa para obter um acesso, foi falar com minha vizinha que eu não conhecia. Apresentei a proposta da seguinte maneira: Que tal você dobrar a velocidade da sua internet e eu pago a metade da conta? Vai ficar mais Barato para você e vai ter melhor velocidade. Ela se interessou bastante mas focou sem dar retorno durante um bom tempo e quando retornou disse: não.

Parti então para tentar assinar internet com uma das operados que operam no meu prédio: NET e Vivo. Gostaria de ter uma internet com no mínimo 50 megas.

Ligando para a Vivo descobri que quando assino somente a internet tenho que pagar uma taxa de instalação abusiva de 250,00 reais. Conversando e discutindo muito com a telefonista tive a ideia que culminou na seguinte pergunta: você me disse que vou ter modem e roteador no plano, correto? Portanto existe como somente ter o modem, o roteador sem wifi e com um desconto? De todas as repostas que ela poderia dar o que ela disse foi a pior de todas: mas o senhor não vai conseguir usar a internet sem o wifi, ninguém usa mais cabo, seus dispositivos não vão funcionar. Depois dessa resposta imbecil  desligue o telefone.

Resolvi ligar para a NET, porque o mundo é dos NETs. Nos primeiros 5 minutos de conversa com uma atendente ela me disse que não é possível assinar somente internet pelo telefone. Eu somente poderia assinar pelo site. Isso me pareceu muito bizarro, pois se eu estou querendo assinar internet, como eu somente posso assinar já tendo o produto.

Depois de alguns dias voltei a ligar para a Vivo. Escolhi tentar novamente na Vivo, pois o plano de internet fibra deles apresenta maior banda de upload e isso, para min, é muito importante. Nessa ligação tinha o objetivo de convencer que vender o wifi junto era venda casada e isso é proibido. Depois de muita discussão, ganhei de presente uma queda na ligação. Entrei no site da Vivo e consultei o número da ouvidoria.  Ligando lá, falei do meu problema e a mossa compreendeu e anotou e me disse que retornaria em alguns dias.

Dias se passaram e recebi a ligação. Conclusão, eles somente vendem o wifi junto e não existe como desmembrar, como era de se esperar. No entanto, na ouvidoria a internet de 100 megas estava sendo vendida por 109,90 R$/mês sem taxa de instalação. No canal de atendimento e assinaturas normal, o valor era de 139,90 R$/mês com taxa de instalação de 250,00 R$. Por causa dessa diferença, assinei.

O que percebi ao longo dessa grande batalha é que a ouvidoria é o local mais classificado para assinar produtos da Vivo, por dois motivos: há pessoas qualificadas e preços melhores. Portanto, quando for assinar algo, invente uma desculpa esfarrapada na ouvidoria e espere o contato para assinar.

Nakato Sushi Lapa

Estava procurando um fast-food na região perto da concessionária na lapa (Av. Ermano Marchetti, 600) no entanto somente encontrei o McDonalds que estava transbordando de gente. Segui em direção ao posto, onde encontro o restaurante, Nakato.

Na faxada do restaurante vi a opção de rodízio por 49,90. Como era dia da semana esse valor se mantinha, para finais de semana e a noite o valor é outro, o qual não me lembro agora. O diferencial desse rodízio é que a bebida e a sobremesa também está inclusa no valor, no entanto os 10% não. Ou seja, um valor aparentemente justo para o que oferece.

A comida, em geral, estava boa e tinha qualidade. Pontos negativas: tinha pratos que acompanhavam pimenta dedo de moça e nele havia grande quantidade de sementes; o sashimi não estava cortada de maneira correta (estava mais para um quadrado do que para um retângulo); no sushi a quantidade de arroz estava era acima do esperado; a lula à dorê estava péssima, sem gosto e dura; o peixe branco, que era tilápia segundo o garçom estava um pouco passado. Pontos positivos: ótimo shimegi; atum saboroso; não ficaram reduzindo o tamanha das porções quando solicitadas pela segunda vez.

O ambiente apesar de pequeno era agradável. No entanto sentei encostado a uma coluna em uma mesa de duas pessoas, exatamente nesse local havia uma infiltração de água, a qual molhou minha camiseta.

O atendimento foi razoável. Poderia ter sido mais rápido na entrega das bebidas. Elas normalmente eram entregues depois dos pratos.

Conclusão: procuraria outro lugar para comer da próxima vez. Se não achasse nenhum perto, voltaria a comer no restaurante.

 

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